Governo do Distrito Federal
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12/03/21 às 14h30 - Atualizado em 12/03/21 às 14h31

‘Governo vai investir R$ 68 milhões em infraestrutura’

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Delegado-geral da PCDF, Robson Cândido, contabiliza os bons resultados da segurança pública, que registra redução de 25% dos crimes violentos letais

IAN FERRAZ, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: CHICO NETO

Considerada uma das mais eficientes do país, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) tem feito jus aos elogios. Para que se mantenham positivos os números que demonstram uma atuação eficiente, a corporação investe R$ 68 milhões em ações que vão reforçar a estrutura e, consequentemente, melhorar a atuação dos servidores e a entrega de serviços à população. A maior obra prevista é a construção de uma sede do Instituto de Medicina Legal (IML), dentro do Complexo da PCDF, no Plano Piloto. O empreendimento está orçado em R$ 34,8 milhões.

Com início programado para abril, essa obra será erguida próximo à atual sede do IML. Segundo a PCDF, a nova unidade será uma das maiores da América Latina, conforme explica o delegado-geral da corporação, Robson Cândido, em entrevista exclusiva à Agência Brasília.

“É uma obra inovadora na capacidade de recepcionar, no tamanho propriamente dito e nos equipamentos”, detalha. “Será um IML com prognóstico para os próximos 50 anos de Brasília, no mínimo, e que vai gerar de 200 a 300 empregos. Uma obra de vanguarda e que poderá apoiar, inclusive, outras unidades da Federação. Ela é fruto de um convênio com o Ministério da Justiça, que tem sido nosso parceiro.”

Novas delegacias

Para o próximo mês, também está prevista a construção de duas delegacias: a 35ª DP, em Sobradinho II, e a 12ª DP, no centro de Taguatinga. “A construção de uma unidade em Sobradinho II é muito reivindicada pela população”, explica Robson Cândido. “A de Taguatinga, nós vamos demolir e construir outra no lugar. Elas têm o custo estimado, cada uma, na casa dos R$ 10 milhões”.

Além das novas unidades, a PCDF prepara a reforma de outras duas: a 9ª DP, no Lago Norte, e a 10ª DP, no Lago Sul, cada uma ao custo aproximado de R$ 4 milhões. Nesse caso, os serviços são semelhantes aos prestados pela 17ª DP, em Taguatinga Norte, já entregue após ter passado por um processo de modernização em sua estrutura.

O delegado-geral também falou sobre o trabalho da PCDF nos pouco mais de dois anos da atual gestão. Ele mantém firme a intenção de que o concurso da categoria seja realizado e faz questão de elogiar o clima entre os servidores. “É o melhor que já vi entre as forças de segurança. Um clima de união e parceria, e por isso estamos conseguindo esses números positivos”, aponta.

Retomada

Responsável por coordenar as forças de segurança do DF, o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, reforça a avaliação de Robson Cândido. “Encontramos a PCDF num estado ruim quando chegamos”, conta. “Essa retomada se deu com a gestão do governador Ibaneis Rocha. Todo esse incentivo com o pagamento do trabalho voluntário e os investimentos foram fundamentais para essa retomada”.

O secretário de Segurança Pública também elogia a atuação dos profissionais durante a pandemia: “A polícia não parou durante a pandemia. Trabalhou dobrado e precisou se adequar e reinventar. As atividades continuaram, e o coronavírus trouxe mais trabalho e receio. Parabenizo todos os que estão na linha de frente, porque ganharam uma série de atribuições que antes não existiam e souberam lidar com elas”.

Anderson Torres destaca a melhora dos índices registrados no DF. “Batemos o recorde desde que a Secretaria de Segurança dispõe de dados para serem mostrados, o que existe há 41 anos”, pontua. “No ano passado, tivemos o melhor índice em relação aos homicídios. Batemos o recorde que era de 1983, quando a população do DF era bem menor e o efetivo, também. Hoje temos menos efetivo, uma população gigantesca, e nossos índices são melhores”.

Confira, abaixo, os principais pontos da entrevista com o delegado Robson Cândido.

Delegado-geral da PCDF, Robson Cândido, contabiliza os bons resultados da segurança pública, que registra redução de 25% dos crimes violentos letais

IAN FERRAZ, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: CHICO NETO
Considerada uma das mais eficientes do país, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) tem feito jus aos elogios. Para que se mantenham positivos os números que demonstram uma atuação eficiente, a corporação investe R$ 68 milhões em ações que vão reforçar a estrutura e, consequentemente, melhorar a atuação dos servidores e a entrega de serviços à população. A maior obra prevista é a construção de uma sede do Instituto de Medicina Legal (IML), dentro do Complexo da PCDF, no Plano Piloto. O empreendimento está orçado em R$ 34,8 milhões.

Com início programado para abril, essa obra será erguida próximo à atual sede do IML. Segundo a PCDF, a nova unidade será uma das maiores da América Latina, conforme explica o delegado-geral da corporação, Robson Cândido, em entrevista exclusiva à Agência Brasília.

“É uma obra inovadora na capacidade de recepcionar, no tamanho propriamente dito e nos equipamentos”, detalha. “Será um IML com prognóstico para os próximos 50 anos de Brasília, no mínimo, e que vai gerar de 200 a 300 empregos. Uma obra de vanguarda e que poderá apoiar, inclusive, outras unidades da Federação. Ela é fruto de um convênio com o Ministério da Justiça, que tem sido nosso parceiro.”

Novas delegacias

Para o próximo mês, também está prevista a construção de duas delegacias: a 35ª DP, em Sobradinho II, e a 12ª DP, no centro de Taguatinga. “A construção de uma unidade em Sobradinho II é muito reivindicada pela população”, explica Robson Cândido. “A de Taguatinga, nós vamos demolir e construir outra no lugar. Elas têm o custo estimado, cada uma, na casa dos R$ 10 milhões”.

Além das novas unidades, a PCDF prepara a reforma de outras duas: a 9ª DP, no Lago Norte, e a 10ª DP, no Lago Sul, cada uma ao custo aproximado de R$ 4 milhões. Nesse caso, os serviços são semelhantes aos prestados pela 17ª DP, em Taguatinga Norte, já entregue após ter passado por um processo de modernização em sua estrutura.

O delegado-geral também falou sobre o trabalho da PCDF nos pouco mais de dois anos da atual gestão. Ele mantém firme a intenção de que o concurso da categoria seja realizado e faz questão de elogiar o clima entre os servidores. “É o melhor que já vi entre as forças de segurança. Um clima de união e parceria, e por isso estamos conseguindo esses números positivos”, aponta.

Retomada

Responsável por coordenar as forças de segurança do DF, o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, reforça a avaliação de Robson Cândido. “Encontramos a PCDF num estado ruim quando chegamos”, conta. “Essa retomada se deu com a gestão do governador Ibaneis Rocha. Todo esse incentivo com o pagamento do trabalho voluntário e os investimentos foram fundamentais para essa retomada”.

O secretário de Segurança Pública também elogia a atuação dos profissionais durante a pandemia: “A polícia não parou durante a pandemia. Trabalhou dobrado e precisou se adequar e reinventar. As atividades continuaram, e o coronavírus trouxe mais trabalho e receio. Parabenizo todos os que estão na linha de frente, porque ganharam uma série de atribuições que antes não existiam e souberam lidar com elas”.

Anderson Torres destaca a melhora dos índices registrados no DF. “Batemos o recorde desde que a Secretaria de Segurança dispõe de dados para serem mostrados, o que existe há 41 anos”, pontua. “No ano passado, tivemos o melhor índice em relação aos homicídios. Batemos o recorde que era de 1983, quando a população do DF era bem menor e o efetivo, também. Hoje temos menos efetivo, uma população gigantesca, e nossos índices são melhores”.

Confira, abaixo, os principais pontos da entrevista com o delegado Robson Cândido.

Dois anos e dois meses de gestão

“Nós executamos todo nosso orçamento. Investimos quase R$ 13 milhões em pistolas e R$ 30 milhões na aquisição de 850 viaturas. Fizemos várias reformas, como a da Divisão de Operações Aéreas (DOA), a da 17ª Delegacia de Polícia e a do Instituto de Pesquisa de DNA, fora as obras menores. Investimos R$ 40 milhões na compra de equipamentos para o Instituto de Criminalística (IC).
“Temos projetos importantes pela frente. O governo vai investir R$ 68 milhões em infraestrutura. O IML é uma obra em torno de R$ 40 milhões; é fruto de convênio entre a PCDF e o Ministério da Justiça. Nós temos nos próximos meses dois editais para duas delegacias novas, a R$ 10 milhões cada. Também estamos fazendo a reforma da 9ª DP e da 10ª DP, cada uma a R$ 4 milhões, com os contratos já assinados.”

Forças de segurança integradas

“Nós temos 92% de resolução dos homicídios, um nível que é visto somente em países como a Dinamarca, que tem cinco homicídios por ano. É um índice que não existe no país. Tivemos uma redução de 8,99% nos casos de 2019 para 2020. Em 2021, considerando o mesmo período do ano anterior, houve uma diminuição de 20,27% no número de homicídios. Considerando a totalidade dos crimes violentos letais intencionais em 2021, quando comparado ao mesmo período de 2020, apresentamos uma redução de 25% nos casos.

“Atribuo isso a essa política de segurança pública integrada proposta pelo secretário Anderson Torres [de Segurança Pública]. Hoje, as forças de segurança trabalham de forma coesa e integrada, em que objetivo comum é sempre a redução dos índices e a melhor qualidade de vida do servidor, a saúde do servidor. Isso é muito importante porque, quando temos o servidor satisfeito, com bons equipamentos e saúde, ele consegue prestar um serviço bem melhor. Estou há 22 anos em Brasília e ouso dizer que é o melhor clima que já vi entre as forças de segurança. Um clima de união e parceria, e por isso estamos conseguindo esses números positivos.”

Reabertura 24h das delegacias

“Nós reabrimos todas as unidades, e tem sido bastante positivo. Foi honrado pelo governo o pagamento de serviço voluntário, o que permitiu essa reabertura e deixou os servidores contentes. Inclusive, na pandemia, tivemos um recorde de operações, de prisões e de cumprimento de mandados de prisão. Nós produzimos mais do que em relação a 2019.”

Experiência exportada

“Outros estados e órgãos federais nos demandam. Aqui auxiliamos nas operações do Ministério Público e em outros estados, nas viagens que fazemos. Quando demandam a PCDF, sempre ocorre essa cooperação.”

Reconhecimento dos servidores

“Ouso dizer que a PCDF estava atolada há dez anos, estava patinando. Falo isso porque ando muito e converso muito com os policiais. Agora vejo que eles estão orgulhosos de novo da profissão, de serem policiais. Eles estão satisfeitos, e isso é muito pela política de investimento dentro das forças de segurança, essa política de resgate do servidor público policial.

“Agradeço a confiança do governador Ibaneis Rocha e a autonomia que nos é dada para gerir o orçamento.  Não somos contingenciados. O orçamento vem carimbado e, quando chega, é executado 100%; não se tira nem 1 real. Isso é digno de louvor.”

Concurso da PCDF

“Nós temos mais de 141 mil inscritos no concurso, que é o maior já feito na PCDF. Eu interajo muito com os candidatos nas redes sociais e digo a eles que é preciso ter paciência e prudência. Assim como eles, também somos parte interessada. Nossa vontade é que o concurso seja realizado o mais rápido possível, em 10 e 11 de abril próximo. A gente torce para que os índices de transmissão estabilizem e diminuam para o nível de janeiro, quando anunciamos que iríamos retomar o concurso. Caso os dados técnicos da Secretaria de Saúde comprovem que não colocaremos em risco nenhuma pessoa e nem o sistema de saúde do DF, nós faremos o concurso nessa data, mas desde que os índices se reduzam ao nível de janeiro.”

Combate ao crime

“Foram 2.562 operações no ano passado. Nós tivemos 8.016 pessoas presas e 7.598 mandados de prisão cumpridos em 2020. Tivemos operações contra organizações criminosas, quando atuamos frente às maiores do país. Atuamos também contra os chamados crimes de colarinho branco e combatemos muito os crimes patrimoniais. Tivemos operações também de homicídios. Praticamente elucidamos todos, alguns casos mais famosos, como o do padre Kazimerz Wojn [morto durante um assalto, em setembro de 2019, na Asa Norte], e do Marinésio Olinto, já condenado [por estupro e feminicídio]. Também fizemos um combate assertivo à violência doméstica.”

Combate à violência contra a mulher

“Temos 2.591 ocorrências policiais relacionadas à Lei Maria da Penha registradas neste ano. Elas geraram 2.209 procedimentos investigativos que foram remetidos ao Judiciário. Há um foco muito grande no combate à violência doméstica. Repaginamos a delegacia eletrônica, criamos a Maria da Penha on-line, que é para o socorro daquela mulher que não consegue se desvincular de casa e sair para prestar a ocorrência. Criamos condições para esse contato on-line e para resgatá-las dessa situação. O Ministério da Justiça, inclusive, quer levar nosso modelo para todas as policiais civis do país.

“Também construímos a Delegacia de Atendimento à Mulher II [Deam II], em Ceilândia, que era uma demanda da população desde 1987. Outro ponto é que todos os feminicídios [no DF] têm a autoria do crime, 100% deles. Quem não foi ou está preso, é porque está foragido.

“Então, nós tivemos essa grande jogada de trabalho on-line, inclusive em parceria com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Hoje, uma mulher que faz uma ocorrência ao meio-dia, às 15h, ela já está com as medidas protetivas definidas; e às 18h, o oficial de Justiça [já está] na porta de casa para entregar o documento e tirar o homem de casa. Temos usado a tecnologia para proteger a população.”

O que esperar de 2021

“Podem esperar uma PCDF forte e assertiva, fazendo seu trabalho constitucional, legal e sem baixar a cabeça. Pedimos que a população se mantenha segura, que todos usem máscara e álcool gel. Desejamos que os índices caiam para fazermos nosso concurso e que 2021 seja ainda melhor. Nós seremos ainda mais combativos à criminalidade dentro do Distrito Federal.”