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21/12/23 às 15h56 - Atualizado em 21/12/23 às 15h56

Autorizada obra da Casa da Mulher Brasileira no Sol Nascente

Nova unidade proporcionará acolhimento às vítimas de violência doméstica

Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Durante a inauguração da rodoviária do Sol Nascente/Pôr do Sol nesta quinta-feira (21), o governador Ibaneis Rocha autorizou a construção de outro equipamento público essencial para a cidade: uma unidade da Casa da Mulher Brasileira (CMB). A estrutura é vital para fortalecer o apoio às mulheres em situação de violência e vulnerabilidade.

O investimento é de R$ 1,6 milhão no equipamento público, formalizado e gerido pela Secretaria da Mulher (SMDF) e custeado com emendas federais e recursos do próprio Governo do Distrito Federal (GDF).

A unidade, com aproximadamente 270 m² de área construída, será equipada para fornecer suporte abrangente, incluindo recepção, depósito, copa, banheiros e diversas salas especializadas, como coordenação técnica, atendimento individual, multifuncional, atendimento em grupo e convivência. Além disso, a CMB contará com brinquedoteca e fraldário. A previsão de entrega da obra é para o primeiro semestre de 2024.

“É uma obra simples, mas muito importante para a cidade. Nós temos várias outras em construção, são cinco Casas da Mulher Brasileira que nós estamos construindo aqui no Distrito Federal e por isso esperamos dar um atendimento, um acolhimento maior a essas mulheres que passam por tantas dificuldades. Nós temos um problema muito sério, sabemos da questão do feminicídio, e para isso nós temos que ter cada vez mais acolhimento às mulheres”, destacou o governador Ibaneis Rocha ao comentar a construção de mais uma unidade para o DF.

A vice-governadora Celina Leão e a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, no anúncio das obras da Casa da Mulher Brasileira no Sol Nascente | Foto: Vinicius de Melo/SMDF

A iniciativa busca estabelecer um espaço dedicado ao suporte, proteção e acolhimento de mulheres que enfrentam situações de violência. “É um presente de Natal para as mulheres do Sol Nascente e vamos acompanhar de perto essa obra, que deve ficar pronta no segundo semestre do ano que vem”, disse a vice-governadora Celina Leão.

Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, a construção de novas unidades são cruciais para garantir que o auxílio esteja mais acessível à população que necessita. “As CMBs desempenham um papel fundamental no combate à violência de gênero, integrando diversos serviços essenciais em um único local. Isso agiliza e fortalece a resposta institucional, promovendo a segurança e proteção das mulheres”, afirma.

Somando todos os equipamentos da Secretaria da Mulher, foram atendidas 19,6 mil pessoas e feitos 28,8 mil atendimentos em 2023. Números que irão aumentar com a chegada do equipamento no Sol Nascente, comemorado pelo administrador da cidade, Cláudio Ferreira.

“O Sol Nascente precisa muito. Nós temos muitas mulheres que procuraram a administração, que precisam desse trabalho diferenciado e o GDF está atento a esse tipo de demanda”, pontua Ferreira.

Ainda segundo o gestor, os equipamentos públicos inaugurados ou em construção na cidade têm feito toda a diferença. “Com todas essas entregas e obras do GDF o sentimento é de alegria, porque se você olhar para trás vai ver que o Sol Nascente sempre esteve nas pautas dos grandes jornais com alagamento e precisando desses aparelhos públicos. Hoje a gente percebe essa evolução aqui”, complementa.

Outras unidades

O Distrito Federal já dispõe de uma unidade completa em Ceilândia, oferecendo apoio integral às mulheres vítimas de violência. No espaço, além de acolhimento, também são ministrados cursos de capacitação profissional. Segundo dados publicados no portal do Observatório da Mulher do Distrito Federal, somente em 2023 essa unidade promoveu mais de 12 mil atendimentos, evidenciando a eficácia e disponibilidade da casa para receber as mulheres.

Em breve, outras três com o mesmo padrão serão entregues à população. As unidades de São Sebastião, Sobradinho II e Recanto das Emas estão em fase de construção. Elas pertencem à tipologia III, definida pelo número de habitantes das regiões administrativas onde estarão localizadas. Isso significa que elas serão menores do que a CMB de Ceilândia, mas igualmente preparadas para atender às mulheres.

*Com informações da Secretaria da Mulher