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10/10/23 às 17h08 - Atualizado em 10/10/23 às 17h10

Aterro Sanitário de Brasília inicia operação da terceira etapa

Local recebeu impermeabilização em parte dos 8,8 hectares para início do aterramento. Nova área tem capacidade de receber mais de 1,3 milhão de toneladas de resíduos

Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

O Aterro Sanitário de Brasília (ASB), localizado em Samambaia, deu início a operação na etapa 3 do projeto, que amplia a capacidade de recebimento para mais 1.327.000 toneladas de rejeitos. A área foi preparada com a impermeabilização do solo para início do aterramento.

Camadas de proteção impermeabilizam o solo para evitar contaminação do lençol freático pelo chorume | Foto: Vinícius Mendonça/SLU

 

Em uma área total de 32 hectares, o ASB foi projetado para operar em quatro etapas. As etapas 1 e 2 têm área de 23,2 hectares, enquanto a área correspondente à etapa 3 possui 8,8 hectares. A quarta etapa será sobreposta às demais.

O maciço do ASB é construído sobre seis camadas de proteção que impermeabilizam o solo e evitam a contaminação do lençol freático pelo chorume, líquido produzido pela decomposição dos resíduos. Esse material é coletado por uma camada de drenagem e encaminhado para uma lagoa de tratamento.

O coordenador do SLU, Leonardo Yamada, explica que o ASB é uma obra de engenharia que segue critérios e normas ambientais e técnicas para garantir a destinação adequada dos resíduos. “Tem a compactação do solo, uma manta de Polietileno de Alta Densidade [Pead], que impermeabiliza o solo, e há ainda um sistema complexo de drenagem, com colchão drenante de pedras e tubos de Pead para levar o chorume até a estação de tratamento”, detalha.

Operações

A previsão é que as etapas 3 e 4 possam receber resíduos até o segundo semestre de 2027. Depois, as operações deverão ser transferidas para um terreno cedido pela Terracap ao SLU de 67 hectares, adjacente ao atual aterro. Com essa nova área, o tempo de vida útil previsto do aterro pode chegar a 30 anos.

Segundo o presidente do SLU, Silvio Vieira, para aumentar a vida útil do aterro e reduzir o volume de rejeitos enviados ao local, é fundamental a participação da população. “É importante que todos os cidadãos do Distrito Federal separem corretamente seus resíduos para que chegue ao aterro apenas rejeito. Quanto menos resíduos forem encaminhados para o local, por mais tempo vamos conseguir utilizar essa área”, afirma.

O Aterro Sanitário de Brasília substituiu o antigo Lixão da Estrutural, desativado em 2018, após 60 anos de funcionamento. O lixão, que era considerado o maior da América Latina e o segundo maior do mundo, causava diversos problemas ambientais e sociais.

*Com informações do SLU