Governo do Distrito Federal
26/12/22 às 9h58 - Atualizado em 26/12/22 às 9h59

Arapoanga e Água Quente começam a se estruturar como novas regiões

Planaltina e Recanto das Emas ajudam na transição para a autonomia das cidades

Lúcio Flávio, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger

Agora é lei! Sancionada pelo governador Ibaneis Rocha a criação de Arapoanga e Água Quente como as duas novas regiões administrativas do DF, totalizando 35 RAs. Pertencente a Planaltina e Recanto das Emas, respectivamente, as duas cidades oficializadas vão contribuir para o desenvolvimento socioeconômico local, além de proporcionar aos quase 80 mil habitantes que as duas abraçam melhor qualidade de vida por meio de infraestrutura essencial como saneamento básico, postos de saúde e escola.

Uma das novas regiões administrativas do DF, Arapoanga tem população estimada de 47 mil moradores | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

“É uma cidade que está surgindo com a força e a vontade da população e com o apoio do governo do DF”, salientou o administrador de Planaltina, Célio Rodrigues. “E não queremos criar somente mais uma região administrativa, queremos criar uma cidade onde sua população possa ter excelentes serviços prestados e condições de crescer e se desenvolver”, destaca o gestor.

Os primeiros passos nesse sentido já foram dados. De acordo com o administrador de Planaltina, Célio Rodrigues, um estudo sobre gastos estimativos com pessoal, informática e obras de urbanização para 2023 na cidade de Arapoanga já foi formatado. Assim como uma conversa com a Terracap para viabilizar uma área para um centro administrativo.

“Onde possamos, neste centro administrativo, ter diversos equipamentos públicos, desde quartéis da PM e bombeiros, a própria sede da administração e o seu parque de serviço, além de uma unidade de pronto atendimento (UPA)”, comenta o gestor.

Diretor da Associação Comercial e Industrial do Arapoanga, Severino Rodrigues do Nascimento, diz que o ato do governador de legitimar a cidade como RA foi um presente natalino e faz planos para os mais de mil comerciantes instalados na cidade. “Agora que a cidade existe oficialmente, vai ser criado o novo polo de indústria de comércio do Arapoanga, uma área de desenvolvimento empresarial”, antecipa.

Morador do Arapoanga desde 1999, o guarda noturno Alessandro Matos, 43 anos, está animado com a novidade. “Estávamos muito ansiosos para que isso acontecesse. Agora é esperar que as melhorias para a comunidade aconteçam o quanto antes”, torce.

Há quatro anos proprietária de um salão de beleza localizado na avenida principal de Arapoanga, Dulcinéia da Silva Gonçalves de Santana, 40 anos, acredita que os comerciantes terão mais força e representatividade com a criação da cidade. “Isso é importante porque temos um comércio bem variado, mas não tão valorizado se comparado com Planaltina”, avalia.

Proprietária de uma oficina mecânica na mesma avenida, Marlene Pereira, 46 anos, não esconde a felicidade de Arapoanga ter conquistado status de região administrativa. “Tudo vai mudar para melhor, o comércio vai valorizar e a cidade vai ganhar mais infraestrutura. Então fiquei muito feliz com a notícia”, confessa, animada.

Água Quente

Com 30 mil moradores aproximadamente, a nova cidade administrativa de Água Quente se desvincula do Recanto das Emas tendo pela frente muitos desafios. De acordo com o presidente da Associação de Moradores da nova cidade, Antônio Rodrigues Pereira, a oficialização da RA vai incentivar melhorias em áreas como educação e segurança. “É uma esperança muito grande para a comunidade local, a cidade tem que progredir”, diz.

Atual administrador de Recanto das Emas, Wanderley Eres explica que a manutenção das vias e a limpeza urbana são realizadas periodicamente. “Mas com a transformação de Água Quente em região administrativa, as benfeitorias chegarão com maior brevidade à população local”, acredita.

Ainda segundo o gestor, até que a nova RA consiga ter estrutura suficiente para andar com as próprias pernas, tanto no que diz respeito ao aparato físico quanto na parte administrativa, não vai faltar suporte logístico.

“A princípio, o local já é atendido por uma gerência e no primeiro momento todo o material será transferido para a carga da nova RA”, antecipou Eres. “E até a sua consolidação continuaremos dando o apoio logístico com caminhões e maquinários”, tranquiliza.