Governo do Distrito Federal
22/11/22 às 12h20 - Atualizado em 22/11/22 às 12h20

Após ajustes, obras de drenagem no Lago Sul serão retomadas

Redes da captação de água pluvial nas quadras 11 e 14, com cerca de 8 km de extensão, serão executadas. Projeto técnico da obra foi alterado

Rafael Secunho, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger

As obras de execução das redes de drenagem pluvial entre a QI 11 e a QL 14 do Lago Sul serão retomadas esta semana. Após ajustes no projeto técnico, a empresa contratada pela Novacap vai voltar suas máquinas para o local das reformas. Um investimento da ordem de R$ 12,5 milhões feito pelo GDF para sanar problemas de alagamento em alguns pontos da Estrada Parque Dom Bosco (EPDB), que corta o bairro.

 

Início das obras para as redes de drenagem da água pluvial no Lago Sul, um investimento de R$ 12,5 milhões do GDF | Foto: Administração do Lago Sul

De acordo com a Novacap, o projeto foi ajustado “para racionalizar o caminho permitindo menor dano ambiental, melhor aplicação de recursos e o menor transtorno para os moradores do bairro”. Serão executados aproximadamente 8 km de redes de escoamento de águas pluviais, dando continuidade às reformas que começaram em 2021.

“O trabalho de drenagem pluvial do Lago Sul é absolutamente necessário, tanto nas quadras 14 quanto na 5 e 7 e na 28. Ali na 14, a obra começou muito bem, mas precisou passar por readequações”, explicou o secretário de Governo, José Humberto Pires . “Já estamos repactuando com a empresa e, nos próximos dias, ela será retomada. No próximo ano, a intervenção será na QL 28.”

 

O taxista Antonio Brito destaca a necessidade da reforma para o trânsito na região | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

 

O novo projeto preserva a vegetação existente no canteiro central entre as pistas, conforme lembra o administrador do Lago Sul, Rubens Santoro. “Vamos evitar a erradicação de cerca de 70 árvores na altura das QL 12 e 14 e aumentar a vazão das águas para o Lago Paranoá. Peço desculpas aos moradores pelos transtornos, mas foram ajustes necessários”, adianta.

A obra prevê a inserção de manilhas de 1.500 mm de diâmetro, construção de bocas de lobo, além de execução de lançamentos e de tunnel liners (método não destrutivo). Na prática, a nova rede fará o escoamento da água acumulada para o Lago Paranoá.

Segundo o engenheiro Ronaldo Starling, da empresa Pentag (executora da obra), as reformas deverão ser retomadas próximo ao Morro da Asa Delta, na altura da QI 11, e também se concentrarão nos conjuntos de 1 a 4 da QL 14.

Ao saber do retorno das obras, o taxista Antonio Brito, 63, disse que essa é uma “reforma mais do que necessária”. Ele trabalha há 30 anos em um ponto no comércio da QI 11 e conta que já atravessou muita água em suas corridas.

“Em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros (11º GBM) é uma região muito complicada. Em época de chuva, é difícil passar com tudo alagado. Fica difícil até descer e pegar as malas de passageiros”, relata. “Mas, com uma rede nova, a tendência é melhorar.”